Hipocrisia e Profanação

[Por: Lewis Bayly]

“…Quando o não regenerado ouve que Deus Se deleita mais na mente interior do que no homem exterior, ele então simula que toda reverência e profissão de fé externa é apenas supersticiosa ou supérflua. Disso vem que ele raramente se ajoelha na igreja e que põe o chapéu para o cântico dos Salmos e para as orações públicas; o que o velhaco profano não se ofereceria a fazer na presença de um príncipe ou de um nobre. E para que mantenha sua mente voltada para Deus, ele acha que, noutras coisas, pode amoldar-se ao mundo. Ele divide os seus pensamentos e dedica um tanto a Deus e outro tanto a suas cobiças; sim, ele dividirá com Deus o sabbath: dará a Ele quase a metade, e gastaria a parte restante, inteiramente, com seus prazeres.

Saiba, porém, ó homem carnal, que o Deus todo-poderoso não é servido por metades, porque Ele criou e redimiu o homem completo! E, assim como Deus detesta o culto do homem exterior, sem o coração, considerando isso uma hipocrisia, assim também Ele considera o culto interior, sem reverência exterior, como profanação: Ele exige ambas as partes em Seu culto. Portanto, na oração, dobre os joelhos, em testemunho de sua humilhação; eleve seus olhos e suas mãos, em testemunho de sua confiança; incline a cabeça e bata no peito, como sinal de sua contrição; mas, principalmente, invoque a Deus com sincero coração – sirva-O santamente, sirva-O totalmente, sirva-O exclusivamente. Pois Deus e o príncipe deste mundo são dois senhores antagônicos, e, portanto, não é possível servir ambos”…

Lewis Bayly – The practice of piety (“A Prática da Piedade”, Ed. PES, pág. 136)

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