Incredulidade e a Apostasia do Evangelho

[Por: John Owen]

“…Os homens abandonam o evangelho por causa da aversão arraigada em sua mente a todas as coisas espirituais. “O pendor da carne é inimizade contra Deus” (Rm 8:7). A mente não-convertida não está disposta a submeter-se à revelação que lhe é dada da mente e vontade de Deus em Cristo. O homem natural, não-espiritual, é um “inimigo da cruz de Cristo” (Fp 3:18). O homem natural “professa conhecer Deus, mas o nega por sua obras; e por isso é abominável, desobediente e reprovado para toda boa obra” (Tt 1:16). Quando o evangelho começou a ser pregado, muitos se convenceram da verdade, e receberam-na com alegria porque foi confirmada com milagres. Mas o coração e a mente deles de nenhuma forma se reconciliavam com as doutrinas do evangelho (Jo 2:23,24At 8:13). Depois do milagre em que Cristo alimentou os cinco mil com cinco pães de cevada e dois peixes, as pessoas estavam preparadas para receber a doutrina dele sobre “o pão da vida que desceu do céu”. Clamaram: “Senhor,dá-nos sempre deste pão” (Jo 6:34). Mas sua inimizade natural com as coisas espirituais ainda permanecia nelas. Por isso quando Jesus começou a ensinar-lhes ministérios celestes, imediatamente começaram a “murmurar contra ele“, “disputar entre si” e considerar ser o que ele lhes dizia um “discurso duro” (Jo 6:41,52,60). Cristo esclarece o motivo de sua incredulidade. Não seriam capazes de receber seu ensino e crer nele enquanto o Pai não o concedesse – removendo a inimizade de suas mentes carnais e atraindo-os a ele, Cristo (Jo 6:64,65). O que a multidão achava duro e nada inteligível, seus discípulos entenderam como sendo “palavras de vida eterna“.(v.68).”…
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John Owen – Apostasia do Evangelho, Editora Puritanos, p.70-71
Fonte: Bruno E Jucy Dias (Facebook)