Sobre o batismo infantil

[Por: William Ames]

“…12. Os infantes dos crentes não devem ser proibidos de participarem deste sacramento.Primeiro, porque, se eles são participantes de qualquer graça, é por causa do pacto da graça e assim, tanto o pacto como o primeiro selo do pacto pertencem a eles. Segundo, o pacto no qual os fiéis estão agora inclusos é claramente o mesmo do pacto feito com Abraão, Romanos 4:11Gálatas 3:7-9 – e isto expressamente se aplica aos infantes.Terceiro, o pacto como agora administrado aos crentes traz uma maior e mais completa consolação, do que ele poderia trazer, antes da vinda de Cristo. Mas se ele pertence somente a eles, e não aos seus infantes, a graça de Deus e sua consolação seriam mais limitadas e mais contraídas após o aparecimento de Cristo, do que antes. Quarto, o batismo suplanta a circuncisão. Colossenses 2:11,12; ele pertence aos filhos dos crentes tanto quanto a circuncisão pertencia. Quinto, no próprio princípio da regeneração, do qual o batismo é um sinal, o homem é meramente passivo. Portanto, nenhuma ação exterior é requerida de um homem quando ele é batizado ou circuncidado (diferentemente dos outros batismos); mas somente um recebimento passivo. Os infantes são, portanto, tão capazes de participarem deste sacramento, até onde se diz respeito ao seu benefício principal, como os adultos.

13. A fé e o arrependimento não mais constituem o pacto de Deus agora do que no tempo de Abraão, que foi o pai dos fiéis. Portanto, a ausência destes não impede as crianças de serem batizadas mais do que impediria elas de serem circuncidadas no tempo de Abraão.”…
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William Ames – The Marrow of Theology, p.182-183
Fonte – Monergismo
Tradução – Felipe Sabino
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