Da fé salvadora

I. A graça da fé, pela qual os eleitos são habilitados a crer para a salvação das suas almas (Hb 10:39), é a obra que o Espírito de Cristo faz nos corações deles (2Co 4:13; Ef 1:17-19; Ef 2:8), e é ordinariamente operada pelo ministério da Palavra (Rm 10:14,17), pelo qual também, bem como pela administração dos sacramentos e pela oração, ela é aumentada e fortalecida (1Pe 2:2; At 20:32; Rm 4:11; Lc 17:5; Rm 1:16,17).

II. Por essa fé, o Cristão crê ser verdade tudo quanto nela é revelado, segundo a autoridade do mesmo Deus que fala em Sua Palavra (Jo 4:42; 1Ts 2:13; 1Jo 5:10; At 24:14), e age de conformidade com aquilo que cada passagem contém em particular, prestando obediência aos mandamentos (Rm 16:26), tremendo às ameaças (Is 66:2) e abraçando as promessas de Deus para esta vida e para a futura (Hb 11:13; 1Tm 4:8); porém, os principais atos de fé salvadora são: aceitar, receber e descansar somente em Cristo para a justificação, santificação e vida eterna, pela virtude do pacto da graça (Jo 1:12; At 16:31; Gl 2:20; At 15:11).

III. Esta fé é de diferentes graus, fraca ou forte (Hb 5:13,14; Rm 4:19,20; Mt 6:30; Mt 8:10); pode ser muitas vezes e de muitos modos assaltada e enfraquecida, mas sempre alcança a vitória (Lc 22:31,32; Ef 6:16; 1Jo 5:4,5), atingindo em muitos a uma perfeita segurança através de Cristo (Hb 6:11,12; Hb 10:22; Cl 2:2), que é tanto o Autor, como também o Consumador de nossa fé (Hb 12:2).
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CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER 1647 – CAPÍTULO XIV – DA FÉ SALVADORA