Da santificação

I. Os que são eficazmente chamados e regenerados, tendo um novo coração e novo espírito criado em si, são, além disso, santificados real e pessoalmente, pela virtude da morte e ressurreição de Cristo (1Co 6:11; At 20:32; Fp 3:10; Rm 6:5,6), pela Sua Palavra e pelo Seu Espírito, que neles habita (Jo 17:17; Ef 5:26; 2Ts 2:13); o domínio de todo o corpo do pecado é destruído (Rm 6:6,14) as suas várias concupiscências são mais e mais enfraquecidas e mortificadas (Gl 5:24; Rm 8:13), e eles são mais e mais vivificados e fortalecidos em todas as graças salvadoras (Cl 1:11; Ef 3:16-19), para a prática da verdadeira santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor (2Co 7:1; Hb 12:14).

II. Esta santificação é no homem todo (1Ts 5:23), porém, imperfeita nesta vida; permanecendo ainda, em todas as partes dele, restos da corrupção (1Jo 1:10; Rm 7:18,23 Fp 3:12), e daí nasce uma guerra contínua e irreconciliável: a carne lutando contra o Espírito e o Espírito contra a carne (Gl 5:17; 1Pe 2:11).

III. Nesta guerra, embora as corrupções restantes prevaleçam por algum tempo, (Rm 7:23), contudo, pelo contínuo socorro da eficácia do santificador Espírito de Cristo, a parte regenerada vence (Rm 6:14; 1Jo 5:4; Ef 4:15,16), e assim os santos crescem em graça (2Pe 2:18; 2Co 3:18), aperfeiçoando a santidade no temor de Deus (2Co 7:1).
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CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER 1647 – CAPÍTULO XIII – DA SANTIFICAÇÃO