Das censuras eclesiásticas

I. O Senhor Jesus, como Rei e Cabeça de Sua Igreja, estabeleceu um governo nas mãos dos oficiais da Igreja, que é distinto do magistrado civil (Is 9:6,7; 1Tm 5:17; 1Ts 5:12; At 20:17,28; Hb 13:7, 17, 24; 1Co 12:28; Mt 28:18-20).

II. A esses oficiais, foram dadas as chaves do reino dos céus, em virtude do que, eles possuem poder para, respectivamente, reter e perdoar pecados; para afastar este reino dos impenitentes, pela Palavra e por censuras; e abrir, este reino, aos pecadores penitentes, mediante a ministração do Evangelho e pela absolvição das censuras, quando a ocasião requerer (Mt 16:19; Mt 18:17-18; Jo 20:21-23; 2Co 2:6-8).

III. Censuras eclesiásticas são necessárias a fim de recuperar e ganhar os irmãos ofensores; para impedir outros de cometerem semelhantes ofensas; para limpar todo este fermento que pode levedar toda a massa; para vindicar a honra de Cristo e a santa profissão do Evangelho; e para prevenir contra a ira de Deus, que poderia, justamente, recair sobre a Igreja, se ela sofresse por ter Seu pacto e seus selos profanados por notórios e obstinados ofensores (1Co cap. 5; 1Tm 5:20; Mt 7:6; 1Tm 1:20; 1Co 11:27-34 com Jd 23).

IV. Para melhor consecução destes fins, os oficiais da Igreja devem proceder mediante admoestação, suspensão temporária do sacramento da Ceia do Senhor e pela excomunhão da Igreja, de acordo com a natureza do delito e demérito da pessoa (1Ts 5:12; 2Ts 3:6, 14,15); 1Co 5:4,5, 13; Mt 18:17; Tt 3:10).
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CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER 1647 – CAPÍTULO XXX – DAS CENSURAS ECLESIÁSTICAS