Deus não é o autor do Mal

[Por: John Owen]

“…1. Deus fez todas as coisas, no início, boas, extraordinariamente boas. A totalidade de Suas obras foi disposta em perfeita harmonia, beleza e ordem, condizente com a manifestação de Sua própria glória que Ele intentou nela. E como todas as coisas têm sua própria existência individual e funcionamento apropriado, a sua existência é suscetível de um fim, um repouso, ou uma bem-aventurança, conforme a sua natureza e funcionamento – assim, nas várias relações que Ele tem em Seu mútuo apoio, assistência e cooperação, Ele visa a um resultado final – Sua glória eterna. Para desse modo em Sua existência ser o efeito do poder infinito – de maneira que Seu mútuo respeito e fim esteja disposto em infinita sabedoria. Nisso está o eterno poder e sabedoria de Deus glorificado nEle; único em Sua realização, de outra maneira em Sua disposição em Sua ordem e harmonia. O homem é uma criatura feita por Deus, que por Ele poderia receber a glória que Ele almejava e por toda a criação inanimada – tanto as da terra, que era para seu uso, como as de cima, que eram para sua contemplação. Este era o objetivo de nossa natureza em seu estado original. A fim de que sejamos novamente restaurados em Cristo: , Tiago 1:18,  Salmo 104:24Salmo 136:5Rm 1:20

2. Deus permitiu a entrada do pecado tanto no céu quanto na terra, por meio do qual toda a ordem e harmonia foram perturbadas. Ainda há características do poder divino, sabedoria e bondade restando nas obras da criação e são inseparáveis de sua constituição. Mas a glória primitiva que redundava em Deus – especialmente como em todas as coisas na terra – provinha da obediência do homem, que era quem estava sob sujeição. Seu bom estado dependia de sua subordinação a Deus de um modo natural, como fez Deus um modo de obediência moral, Gn 1:26-28Sl 8:6-8. O homem como foi dito, é uma criatura feita por Deus, e por ele, Deus pode receber a glória que almeja, como também, em toda a criação inanimada. Este era o objetivo de nossa natureza em seu estado original. Para o qual somos novamente restaurados em Cristo: Tiago 1:18Mas a entrada do pecado lançou toda esta ordem em confusão, e levou todas as coisas para a queda. Com isto ele foi privado de seu estado original em que era declarado excelentemente bom e foi lançado fora como algo sem valor – sob a carga de quem estava sobrecarregado e assim tem sido todos os dias de sua vida: Gn 3:17-18Rm 8:20-21.”…
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John Owen – Christologia cap.4 – (A pessoa de Cristo: O Fundamento de todo o conselho de Deus)
Tradução: Edimilson de Deus Teixeira
Revisão: Fabio Martins