A ordenança para o cântico do Salmos

[Por: Robert Shaw]

“…Cântico do salmos. Isto foi ordenado, sob o Antigo Testamento, como uma parte ordinária do culto a Deus e é distinguido da adoração cerimonial (Sl 69:30,31). Não foi ab-rogado sob o Novo Testamento, mas antes, confirmado (Ef 5:19, Cl 3:16). É sancionado pelo exemplo de Cristo e Seus apóstolos (Mt 26:30; At 16:25). Os Salmos de Davi foram especialmente planejado por Deus para o uso da Igreja, no exercício do louvor público, sob a antiga dispensação; e eles são igualmente adotados para o uso da Igreja sob a presente dispensação. Embora o apóstolo insista muito sobre a abolição das instituições rituais, eles não dão nenhuma intimação de que os Salmos de Davi sejam inadequados para adoração no tempo do evangelho. E se tivesse sido planejado que eles fossem colocados de lado na época do Novo Testamento, há razão em pensar que outra salmodia teria sido provida para substituí-los. No Livro dos Salmos há várias passagens que parecem indicar  que eles foram planejados pelo Espírito para o seu uso na Igreja em todas as épocas. ‘Eu te exaltarei, ó Deus, rei meu’, diz Davi, ‘e bendirei o teu nome pelos séculos dos séculos e para sempre’ (Sl 145:1). Isto insinua, como o excelente Matthew Henry observa, ‘que os Salmos que Davi compôs devem ser usados nos louvores a Deus na Igreja até o fim dos tempos’. Devemos louvar a Deus com nossos lábios assim como com nossos espíritos e devemos fazê-lo bem (Sl 33:3). Como isto é uma parte da adoração pública na qual toda a congregação deve unir suas vozes, as pessoas devem cultivar a música sagrada para que eles possam estar aptos a aderirem este exercício tornando-o harmonioso. Mas o mais importante é cantar com entendimento e com as afeições do coração correspondendo ao assunto daquilo que é cantado (Sl 47:7;1 Co 14:15; Sl 108:1).”…
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Robert Shaw – Singing of Psalms (An Exposition of the Westminster Confession of Faith)
Tradução: Joelson Galvão