Qual o limite da obediência do cristão?

[Por: William Tyndale]

“…Está certo que obedeçamos a pai e mãe, mestre, senhor, príncipe e rei, e a todas as ordenanças do mundo, corporalmente e espiritualmente, pelas quais Deus nos rege e ministra livremente seus benefícios a todos nós. E que os amemos pelos beneficias que deles recebemos, e os temamos pelo poder que têm sobre nós para nos punirem, se transgredirmos a lei e a ordem. Contudo, os poderes ou governantes terrenos só devem ser obedecidos na medida em que as suas ordens não repugnem ou sejam contrárias aos mandamentos de Deus, que devemos sustentar antes de tudo. Daí que devemos ter sempre os mandamentos de Deus em nossos corações e pela mais alta lei interpretar a inferior; que devemos obedecer só ao que não seja oposta à crença no Deus único, ou ao amor de Deus, por intermédio de quem fazemos ou deixamos de fazer todas as coisas; que nada poderemos fazer contra a reverência devida ao nome de Deus, que possa resultar em desprezo d’Ele ou em menos temor pela Sua justiça; e que não obedeçamos ao que seja proposto para nos afastar ou impedir o conhecimento da santa doutrina de Deus, de quem o santo dia é servo.”…
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William Tyndale – The Obedience of a Christian Man
Fonte – Monergismo
Tradução – Isaías Lobão