A Certeza das Certezas

[Por: Horatius Bonar]

Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno. E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para que conheçamos ao Verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” (1 João 5:19-20)

“…Na Igreja Primitiva não havia a incerteza que nós encontramos entre os cristãos agora. Eles sabiam quem eles eram, e nos fatos verdadeiros sobre Cristo que eles descansavam sua certeza. Ninguém até então pensava no ditado: “eu creio, mas não estou certo se sou nascido de Deus“; porque eles admitiam que todo aquele que cresse que Jesus é o Cristo, era nascido de Deus. Eles não analisavam sua própria fé para averiguar quão longe estavam da quantidade e da qualidade corretas. Eles nunca pensavam completamente em si mesmos, mas somente naquele que, embora rico, por suas súplicas tornou-se pobre. Todas as epístolas admitem que eles SABIAM que eram cristãos, nem é qualquer coisa que lá se escrevia para lhes incitar a suspeitar deles mesmos, ou para lhes ensinar a arte de duvidar. Nada estava dirigido a eles para lhes conduzir a sustentar muitas dúvidas, ou a crer em sua própria fé como o verdadeiro caminho da libertação da dúvida. Nós sabemos que era a linguagem dos apóstolos; nós sabemos qual era a resposta que aquela linguagem encontrava de tudo aquilo para quem ele escrevia.

O uso freqüente desta expressão nas epístolas nos conduz a fazer pergunta quanto à sua real importância, e seu fundamento em nós. É sem dúvida a linguagem da CERTEZA; e, como tal, deixe-nos visualizar em que sentido é empregada.

É usada com respeito ao passado, ao presente e ao futuro das coisas, tudo o que é representado como sendo absolutamente certo ao intelecto pessoal.

(1) O PASSADO1 João 5:20: “Nós sabemos que o Filho de Deus está vindo“; 3:14: “Nós sabemos que passamos da morte para a vida“. Estas duas coisas, uma relativa ao Filho de Deus e a outra ao cristão, são mencionadas como igualmente no passado, e igualmente como determinados objetos de conhecimento preciso.

(2) O PRESENTE1 João 2:18: “nós sabemos que estes é o fim dos tempos“; 2:3: “nós sabemos que O conhecemos“; 2:5: “nós sabemos que nEle estamos“; 3:14: “nós sabemos que Ele tem cuidado de nós“; 5:19: “nós sabemos que somos de Deus“. Todas estas coisas são representadas como certezas conscientes e averiguadas, considerando que aí não poderia restar qualquer dúvida. Essa é a verdadeira situação da Igreja Primitiva universalmente. Nós não lemos qualquer coisa próximo a isso, – qualquer coisa correspondendo ao estado de dúvida, e de escuridão, e de incerteza, no qual nós encontramos tantos cristãos agora.

(3) O FUTURO1 João 3:2: “nós sabemos que quando Ele vier, seremos como Ele é“. O recém convertido contado como um tão certo como o outro. Seu futuro não escurece com as nuvens da incerteza: nuvens da tribulação podem lhes engulir, mas seu futuro será glorioso.

Nós achamos a expressão “eu sei” usada em outras partes da Escritura de modo parecido. 2 Timóteo 1:12: “Eu sei em Quem tenho crido“. Encontramos também as palavras: “Sabeis que não fostes redimidos com coisas corruptíveis“.

Todas essas passagens nos mostram que a condição de certeza pessoal foi a que a Igreja primitiva apreciou, e a que deveríamos tomar posse. Um cristão não é quem pensa ser; ou espera, ou confia que ele é perdoado e aceito, mas aquele que sabe disso tão certo como ele sabe os fatos relacionados a Jesus, Sua morte e ressurreição.”… ___________________________________________________________________
Horatius Bonar – The Certainty of Certainties
Tradução – Cleber Olympio
Fonte – Militar Cristão