Como a fé verdadeira age

[Por: Horatius Bonar]

“…O homem, em seu espírito natural de legalismo autojustificado, tentou fugir da cruz de Cristo e de sua perfeição, ou, ao invés disso, erguer outra cruz, criar uma tela de ornamentos entre ele mesmo e a cruz, ou alterar seu verdadeiro significado em algo mais conveniente a seus gostos, ou transferir a virtude dela para algum ato ou desempenho ou sentimento próprio. Assim, a simplicidade da cruz é anulada, e seu poder para salvar é negado. Ou a cruz salva completamente, ou de modo algum ela o faz. Nossa fé não divide a obra da salvação entre si mesma e a da cruz: há o reconhecimento de que a cruz sozinha salva, e de que ela salva sozinha. A fé não acrescenta nada para a cruz ou à sua virtude de cura: ela possui a plenitude, suficiência e idoneidade do trabalho nela realizado e conduz o espírito a cessar sua obra e a entrar no descanso. A fé não vem ao Calvário para fazer qualquer coisa: ela vem para contemplar o espetáculo glorioso de todas as coisas feitas e aceitar essa conclusão sem qualquer desconfiança quanto à sua eficácia. Ela ouve o “Está consumado!” do portador do pecado e diz: “Amém“. Onde a fé começa, o trabalho termina – por trabalho quero dizer algo elaborado “para a” vida e para o perdão.”…
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Horatius Bonar – Not Faith, But Christ
Tradução – Cleber Olympio
Fonte – Militar Cristão