Aflição, o bom remédio para a alma

[Por: William Perkins]

“…A dieta de um cristão é mais amarga do que doce; seu remédio é mais a erva amarga do que o mel; sua vida é mais uma peregrinação do que um progresso; e sua morte é mais desprezada do que honrada.

Se as pessoas pensassem de antemão, as aflições seriam tão bem-vindas às suas almas, como a aflita Rute foi para o campo de Boaz. Mas porque não a buscamos antes que venham, não pensamos na ação de Deus quando elas veem, e não desejamos ser felizes aqui e na eternidade, podemos lançar fora o nome Naomi, mas de modo algum queremos ser chamados de Mara [Rt 1.20]. Vemos o mar, não o grande peixe; os egípcios, não a salvação; a boca do leão, não Aquele que a fecha. Se pudéssemos ver Deus em nossos problemas, como Elias o viu nos seus, então diríamos: ‘Mais são os que estão conosco do que os que estão com eles.‘ Mas porque não o vemos, a cada assalto dos inimigos dizemos, como o servo disse a Elias: ‘Ai! Meu senhor! Que faremos?‘ E os discípulos a Cristo: “Mestre, não te importa que pereçamos?Contudo, é bom que soframos aflições: ‘Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.‘ [Tg 1:12]”…
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William Perkins – The Works of William Perkins, Volume 3 – (The Combat between Christ and the Devil, p.79)
Fonte – Tiago Cunha (Facebook)
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