O Magistrado Civil e o Governo da Igreja

[Por:David Dickson]

“…Pergunta V – Pode o Magistrado Civil assumir para si próprio a administração da palavra e sacramentos, ou o poder das chaves do reino dos céus?

Não. (2Cr 26:18; Mt 18:17; Mt 16:19; 1Co 12:28,29; Rm 10:5; Hb 5:4)

Bem, então, não erram os Erastianos, aqueles que mantém que o Magistrado Civil tem em si próprio todo o poder da igreja; e muitos administram os sacramentos, e pregam a palavra, e podem exercitar o poder do reino dos céus?

Sim.

Por quais razões eles são refutados?

Primeiro, Porque Cristo não tem dado tal poder a magistrados: como evidentemente aparece de todas aquelas partes da Escritura, onde é feita menção das chaves. Não há nelas qualquer sílaba do magistrado civil, Mt 18:17 e Mt 16:15,19.

Segundo, Se o poder das chaves do reino dos céus estivesse de acordo com o magistrado, na qualidade de magistrado, então ele deveria concordar com todo magistrado, ainda que o magistrado fosse um descrente, ou uma mulher, que é absurdo.

Terceiro, Um magistrado, enquanto um magistrado, não é um ministro da igreja, como é evidente de todas os registros da igreja. Pois neles, você não vai encontrar qualquer menção de magistrado, Ef 6:2; Rm 12:7-8; 1Co 11:8-10.

Quarto, Porque antes que existisse um magistrado Cristão no mundo, a igreja exercitava todos os atos de jurisdição de igreja e governo. A igreja ordenava ministros e pastores, 1 Tm. 4:14. E infligia a censura de excomunhão, 1 Co 5:5. E atenuava o arrependido da censura; convocava um sínodo e estigmatizaram hereges, At 15:5.

Quinto, Porque Deus tem posto uma diferença entre governo da igreja e o civil, e tem apontado governantes distintos para eles, 2 Cr 19:8-11.

Sexto, Pois Deus puniu, severamente, Saul e Uzias, por presumir ofertar sacrifício, o que era próprio aos sacerdotes apenas, 1Sm 13:9,10,13; 2Cr 26:16-19.”
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David Dickson – Thuth’s Victory Over The Error, A commentary on the Westminster Confession of Faith , (Chapter XXIII: Of the Civil Magistrate: Question V)
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