Sobre as Leis Judiciais de Moisés

[Por: Samuel Rutherford]

“…Também algumas punições eram meramente simbólicas, para ensinar o ódio de tais iniquidades, como a tomada de uma sovela e o furar da orelha dos servos que amavam os seus mestres e desejavam os servi-los, perpetualmente. Também, penso aqui, na punição com a morte do homem apanhando lenha no dia de sábado. E em todos estes, a punição de um pecado contra a Lei Moral pelo magistrado é moral e perpétuo; mas tenho duvidas enormes no que se trata da punição de todo pecado contra a Lei Moral *Tali Modo* [de tal maneira], “assim e assim”, (detalhadamente) com a morte, e com o cuspir no rosto, e tais duvidas são se essas punições em particular, e em suas formas de determinação positiva para o povo dos judeus, sejam morais e perpétuas. Uma outra lei seria, a que trata com aquele que se casaria com uma mulher cativa de outra religião, fazendo que ela primeiramente corte suas próprias unhas, lave a si mesma, dando um mês, ou menos tempo, para lamentar a morte de seus pais [etc], tal lei não foi uma lei cerimonial, mas sim judicial. A ideia de que esta lei deve ser perpétua “porque Cristo, em particular, não a aboliu” me parece bastante injusta; pois como Paulo diz: “Aquele que é circuncidado se torna devedor a toda a lei“, [é] Certifique-se, portanto, de todas as cerimônias da Lei de Moisés; da mesma forma, eu então argumento ‘algo do mesmo tipo’: Aquele que vai manter *uma lei judicial*, pela causa judicial dada por Moisés, torna-se devedor para manter toda a Lei Judicial, sob pena da ira do Deus eterno.”…
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Samuel Rutherford – On The Judicial Laws Of Moses
Tradução: Lucas Macedo
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