Profecia e Profetas

[Por: James Durham]

“…Profecia, recebida por uma revelação imediata da verdade do evangelho e mistérios, como a que está em 1 Cor. 14, e o que era frequente nos tempos apostólicos, agora cessou; e não há tal dom nem ofício

No entanto, se tomarmos a profecia para a compreensão da mente de Deus, e para alcançar a boa familiaridade com os mistérios de Deus, por um modo mediato; sim, e que para além dos meios aplicados, ou ter um dom e capacidade para discernir estas coisas com pequenas dificuldades, e além do que alguns outros podem alcançar por qualquer esforço, nós concebemos, que neste sentido, profecia e profetas, pode ser dito que deve continuar na igreja; e tais Deus levantou no momento da reforma, homens singularmente dotados com um espírito profético, nesse sentido, o que pode ser o cumprimento disto profetizado neste capítulo”.

“(…) e desse tipo havia muitos na revitalização da luz do evangelho que, ao predizer eventos específicos, foram famosos, como a predição de John Huss, dentro de cem anos depois dele seguiu-se o irromper da reforma; tal, é provável, foi Jerônimo Savonarola, que foi queimado pelo Papa, não por predições de eventos falsos, como eles imputaram a ele, por meios ilícitos, mas por repreender fielmente seus erros, como ele é descrito por Philip de Cumius, e outros autores: muitos tais homens estavam nesta terra, como os Srs Wishart, Knox, Welch, Davidson, etc… e isso não pode ser por completo anulado; pois, embora Deus já fechou o Cânon da Escritura, Ele deve, ainda, ser contido em sua liberdade de se manifestar a Si mesmo, portanto, não há motivo convincente para negá-lo, especialmente quando a experiência muitas vezes provou o contrário nos homens mais piedosos.”…
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James Durham – Commentary upon the Book of Revelation, Glasgow, 1788 edition.
Tradução –  Joelson Galvão
Fonte – Reformed Presbytery