A Disciplina na Igreja

[Por: James Bannerman]

“…A igreja exerce a sua autoridade com respeito à aplicação e remoção de censuras eclesiásticas baseada na ideia de que os ofensores têm ainda o direito de serem considerados como membros da comunidade cristã, mesmo que por certo tempo eles sejam judicialmente privados dos seus privilégios, ou suspensos da comunhão da igreja. A disciplina tem como alvo aqueles que estão dentro da igreja, e não aqueles que não pertencem ao seu círculo, — ela visa ao homem que é “chamado de irmão”, e não ao outro homem que nunca foi “chamado de irmão”, ou que, em consequência da sua excomunhão da igreja, depois disso deve ser considerado como “gentio e publicano”. Até que se pronuncie a sentença final da excomunhão, o ofensor deve ser tratado, em toda a aplicação da disciplina, como um irmão, ainda que seja um irmão que incorreu em culpa; e o procedimento da igreja ao aplicar a repreensão deve ser regulada pela consideração aos seus direitos e edificação como irmão. A disciplina, em todas as suas aplicações, fora da sentença da excomunhão, deve ser considerada, com respeito ao ofensor, terapêutica, em vez de punitiva, — um meio de promover, através de cuidados especiais doloridos e rigorosos, não a destruição, mas a edificação do ofensor. Os seus direitos e interesses como irmão, embora seja um irmão caído, estabelecem limites, dessa forma, ao exercício da disciplina da igreja, e a restringem ao uso de meios espirituais, de modo que não atrapalhem, mas operem para o bem da sua alma. O exercício de uma autoridade que tem por fim operar “para a destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus” deve ser claramente limitado pela consideração para com os privilégios e a edificação do irmão que está sendo disciplinado. Diz assim a Confissão de Fé:

As censuras da igreja são necessárias para a recuperação e a conquista de irmãos que pecaram; para dissuadir outros de cometerem pecados semelhantes; para sua aliança e os selos dessa aliança sejam profanados pelos transgressores sacramento da ceia do Senhor, e com a excomunhão da igreja, de acordo terapêutica, em vez de punitiva, — um meio de promover, através de cuidados especiais doloridos e rigorosos, não a destruição, mas a edificação do ofensor. Os seus direitos e interesses como irmão, embora limpar o fermento que pode contaminar toda a massa; para justificar a honra de Cristo, e a santa profissão do evangelho; e para evitar a ira de Deus, que pode com justiça cair sobre a igreja, se eles permitirem que a públicos e obstinados. Para melhor alcançar esses fins, os ministros da igreja precisam avançar com advertência, suspensão temporária do com a natureza do pecado e das falhas da pessoa.”…

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James BannermanA Igreja de Cristo – Editora Os Puritanos, posição Kindle 14134 e 14164