Ortodoxia Morta

“…O mero conhecimento nada faz em nosso benefício senão nos inchar de orgulho. É possível saber, saber e saber das coisas, de tal modo que nos aumente a responsabilidade, sem que isso nos leve a um real estado de esperança. Cuidado, pois, ao dependermos do conhecimento intelectual. Cuidado ao dependermos da ortodoxia da crença sem amor, apesar de toda a sua correção doutrinária. Podemos acabar nos tornando como o metal que soa ou o címbalo que retine (1Co 13:1). É bom ser perfeito na fé, sim, mas a perfeição deve estar no coração tanto quanto na cabeça. Há um caminho que leva à destruição via ortodoxia de tão fácil acesso quanto o da heterodoxia. O inferno abriga milhares de supostos ‘crentes’ que nunca foram propriamente heréticos. Lembre-se de que os demônios também o creem, e estremecem (Tg 2:19). Não existem ‘crentes’ teóricos mais perfeitos que os demônios. No entanto, sua conduta não é nem afetada por aquilo em que creem. Por conseguinte, permanecem em inimizade com o Deus altíssimo e seu Cristo. Em outras palavras, um crente apenas cerebral se encontra par a par com os anjos caídos e terá sua porção com eles por toda a eternidade – a menos que a graça lhe transforme o coração.”…
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Charles H. Spurgeon – Milagres e Parábolas do Nosso Senhor. São Paulo: Hagnos, 2016. pp. 650-651.
Fonte:  Via Rev. Alan Renne (Facebook)