Prova de que o Uso de Imagens é Ilícito 1

[Por: François Turretini]

“…1. COM BASE NO SEGUNDO MANDAMENTO (EX 20)

V. As razões são: primeiro, Deus expressamente proíbe isto no segundo mandamento, onde duas coisas são proibidas — tanto a fabricação de imagens para culto quanto a adoração delas. Tampouco se pode replicar (a) que tais imagens têm uma significação pela qual os homens se empenham em expressar a essência de Deus; não obstante, não aquelas pelas quais ou Deus ou os santos estão ou são representados na aparência. A falsidade é evidente com base nisto — que não havia necessidade de se proibir isto, porque ninguém é tão simples e insano ao ponto de desejar representar a essência natural de Deus por meio de algum símbolo externo e corporal. Se falarmos acurada e filosoficamente, nem mesmo a menor essência da criatura pode ser representada, mas apenas os delineamentos externos. (b) Tampouco se pode replicar dizendo que se refere somente a imagens de deuses falsos. Moisés mesmo explicou claramente que não se deve representar Deus (Dt 4.12); sim, mesmo o próprio Deus (o melhor intérprete de sua própria lei) notifica isto (Is 40.18). Daí os israelitas, representando Deus pela imagem de um bezerro, foram severamente repreendidos e duramente punidos (Ex 32). Reis piedosos dos judeus, não menos que os reis pagãos, removeram os ídolos, sendo que Deus estabelecera ambos os mandamentos a seu povo: que demolissem os altares dos cananeus e quebrassem as estátuas; e não fizessem para si deuses fundidos (Ex 34.13,17).”…
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François Turretini – Compêndio de Teologia Apologética (volume 2), São Paulo: Cultura Cristã, 2011. p. 91