O Verdadeiro Prazer na Adoração

[Por: John Owen]

“…As pessoas que têm mentalidade espiritual encontram tanto gozo em todos os aspectos da adoração a Deus que não querem ficar sem ela. É por isso que tem havido tantos mártires — eles preferiam morrer a parar de adorar. Muitas vezes Davi expressou a saudade que as pessoas que pensam espiritualmente experimentam quando lhes é negada a oportunidade de adorar (Salmos 42:1-4; 63:1-5; 84: 1-4). Além disso, o amor que Jesus Cristo tinha pelas atividades de adoração não é posto em dúvida (João 2: 17).

De que maneiras os que pensam espiritualmente auferem seu prazer da participação nos deveres do culto religioso? Como é que essas maneiras diferem das experiências do incrédulo, que também pode encontrar alguns benefícios no culto? Quero sugerir diversas áreas nas quais há diferenças significativas entre estas duas classes de pessoas.

Aquelas em cuja vida ocorreu uma verdadeira mudança espiritual têm prazer nas atividades de adoração porque vêem que a sua fé, o seu amor e o seu gozo em Deus são estimulados por meio delas. Tais pessoas não realizam meras formalidades. Simplesmente praticar alguma ação na presença de Deus não tem valor em si (Isaías 1: 11; Jeremias 7:22,23). Tudo o que Deus nos manda fazer não é simplesmente para que o façamos, mas porque fazê-lo é o meio de avivar o amor, a confiança, o prazer e o temor a Deus. É isso que a mentalidade espiritual experimenta. Para os que a têm, a adoração é o meio de incitar maior amor a Deus.

As pessoas que não têm experiência de renovação espiritual nada mais podem fazer do que realizar formalidades. A tragédia é que esse comportamento insulta o próprio Deus que elas pensam agradar, pois Ele odeia a formalidade vazia. Mas não há nada mais que tais pessoas possam fazer. A força da sua própria incredulidade indica que não há nada senão formalidade em sua adoração (Isaías 29:13,14).”…
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John Owen – O Espírito Santo – São Paulo: Editora PES, 2005 – p. 68-69