Sobre Imagens de Jesus

[Por: James Durham]

E se for dito que a alma do homem não pode ser pintada, mas seu corpo pode, e todavia essa figura representa um homem; eu respondo: isso acontece porque eles tem apenas uma natureza, e aquilo que o representa, representa a pessoa; mas não é assim com Cristo: sua divindade não é uma parte distinta da natureza humana, como a alma do homem é (o que é necessariamente suposto em todo homem vivo), mas uma natureza distinta, apenas unidade com a humanidade nessa única pessoa, Cristo, que não tem nenhum semelhante; por isso o que o representa não deve representar um homem somente, mas deve representar Cristo, Emanuel, Deus-homem, de outra forma não é sua imagem. Além do mais, não há nenhuma autorização para representá-lo em sua humanidade; nem nenhuma vívida possibilidade disso, mas como imaginação do homem; e deve isto ser chamado de retrato de Cristo? Seria chamado retrato de qualquer outro homem se fosse desenhado ao bel-prazer dos homens, sem considerar o modelo? De novo, não serve para nada; pois essa imagem ou deveria ter opiniões comuns com outras imagens, e isso ofenderia Cristo, ou ter um respeito peculiar de reverência, e isso é pecar contra o mandamento que proíbe toda reverência religiosa a imagens, mas sendo Ele Deus e, portanto, o objeto da adoração, nós temos que ou dividir suas naturezas, ou dizer que essa imagem ou figura não representa a Cristo.”…
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James Durham – The Law Unsealed: or, A Practical Exposition of the Ten Commandments (A Lei Aberta ou Uma Exposição Prática dos Dez Mandamentos)
Tradução –  Rev. Manoel Canuto
Fonte – Reformed Presbytery