A Responsabilidade do Magistrado Civil

[Por: James Bannerman]

“…A responsabilidade do magistrado civil não se limita àquilo que diz respeito a si mesmo ou ao seu próprio bem-estar. Ele descobre, da vontade revelada de Deus, que existe uma outra associação divinamente indicada, paralela ao Estado, mas diferente dele em sua natureza e autoridade. Ele aprende que o grande objetivo dessa associação é promover os interesses do Evangelho entre os homens, e promover a causa da verdade e da justiça neste mundo. O magistrado identifica a igreja visível de Cristo como uma instituição indicada por ele para promover os propósitos da graça nesta terra, por meios puramente espirituais, e num território inteiramente distinto do território do Estado. Nesse caráter e nesse território separado, indicados por Deus para a igreja e para o Estado respectivamente, o magistrado civil é capaz de ver o fundamento colocado para a cooperação entre os dois, sem o risco de interferência nem colisão. Nos fins comuns que em alguns assuntos visam ou promovem em conjunto, ele reconhece a mútua adaptação de um ao outro, como amigos e aliados. Além disso, no fato de ambos serem ordenanças de Deus, igualmente criadas por ele, e igualmente responsáveis para com ele, o magistrado civil é capaz de ver que têm obrigações para com a igreja no sentido de promover cada um os interesses do outro como companheiros de trabalho no mesmo serviço do Senhor. Mais especialmente porque as Escrituras conferem à igreja e ao Estado jurisdição e territórios separados e distintos, o magistrado civil verá que não existe perigo de interferência ou conflito ao entrar numa correta e amigável aliança com a igreja, e ao conceder-lhe apoio dentro do seu próprio território.”…
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James BannermanA Igreja de Cristo – Editora Os Puritanos, 2014.