Motivos Para Meditar nos Dez Mandamentos

[Por: James Durham]

O primeiro é a Excelência desta Escritura; sendo esta planejada pelo Próprio Senhor como um resumo abrangente do dever de seu povo, a qual nos ordenou com ela. Apesar de toda a Escritura ser Palavra dele, esta é de uma maneira singular; de modo que ele mesmo falou todas essas palavras, primeiro as pronunciando ao seu povo (através de uma voz diretamente formada por ele), depois mais duas vezes pelo seu dedo (isto é, diretamente por ele; sem fazer uso de qualquer caneta humana, como em outras Escrituras). Ele as escreveu para seu povo em duas Tábuas de Pedra, depois ordenou que fossem mantidas de uma maneira singular na Arca (Deuteronômio 10:2-5) e aprendidas (Deuteronômio 5:1), como também escritas nos pilares de suas portas e diligentemente pressionado sobre seus filhos (Deuteronômio 6:7-10). Não somente Profetas e Apóstolos; mas o nosso abençoado Senhor, em seu Sermão sobre o Monte (Mateus 5-7), insistiu em introduzir estes Mandamentos.

O segundo é a utilidade desta Escritura, e do conhecimento dela para todos que querem saber o que é agradável a Deus; de modo que: Possam ser preparados no dever para com ele e possam saber o que o está desagradando; bem como possam conhecer o pecado, saberem como evitá-lo e serem instigados ao arrependimento quando caíram nele, pois é característica da Lei que por esta haja conhecimento tanto do pecado como do dever (Romanos 7:7). Por isso ela está resumida em tão poucas palavras, a fim de que pode ser mais facilmente apreendida e retida nas memórias e corações de seu povo. É também por causa destes argumentos que ela sempre foi recomendado, tanto na Palavra (Deuteronômio 5:1) quanto em todos os Catecismos, a fim de ser aprendida como uma regra para os homens andarem. Ainda que ela seja tão abrangente como é; os homens não podem deixar de perceber o grande escopo, sem dores e diligências para chegar ao seu entendimento.

O terceiro é a grande ignorância, que não é entre poucos, do significado útil e excelente desta Escritura. Especialmente neste tempo seguro, em que muitos não sabem que quebram os Mandamentos quando os quebram, no mínimo, em muitas áreas; isso traz seguintes efeitos infelizes:

1. Pouca convicção de pecado.
2. Pouco arrependimento pelo pecado.
3. Muita segurança, presunção e confiança em justiça própria e coisas similares sobre as quais a ignorância dessa Escritura tem grande influência.

Mesmo entre os judeus, a ignorância de sua espiritualidade fez com que muitos fossem negligentes na parte principal da santidade e orgulhosamente tomassem assento na autoconfiança, desconsiderando a Cristo, o Mediador; como podemos ver no exemplo de Paulo (Romanos 7:9). Esta foi uma das razões pelas quais nosso Senhor a expôs, para que os pecadores possam ver mais a necessidade de um Mediador, que é a finalidade da Lei para justiça a todos os que creem (Romanos 10:4).”…
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James Durham – The Law Unsealed: or, A Practical Exposition of the Ten Commandments (A Lei Aberta ou Uma Exposição Prática dos Dez Mandamentos)
Tradução – Nathan Cazé
Fonte – Reformed Presbytery