Nota Pública de Esclarecimento

Nota pública do Presbitério da Igreja Puritana Reformada no Brasil
Data: 02/04/21

A Igreja Puritana Reformada esclarece que é uma Federação Cristã, que guarda a doutrina da Reforma Protestante, presbiterial em sua forma de governo e documentos de Fé. Esclarece também a todos que não foi fundada por nenhum grupo norte-americano, nem firma sua herança histórica em personagem ou grupo algum daquele país. Recebeu, porém, a doutrina e filiação histórica confessional por influência de seu primeiro pastor, a saber, o Pastor Robert Reid Kalley: escocês, ativo denunciante da situação de apostasia em que as Igrejas dos EUA se encontravam quanto à fé histórica, já no século XIX, inimigo do não-confessionalismo e do denominacionalismo.

Três fontes nos ligam ao presbiterianismo puritano e covenanter de Westminster, a partir do Rev. Kalley, cuja consciência se ligava a estes símbolos. O apego a estas três fontes determinou o distinto desenvolvimento da Igreja Puritana quando comparada ao restante da prole Kalleyana:

1. O primeiro pastor brasileiro, Rev. João Manuel dos Santos, por intermédio e orientação do Rev. Robert Kalley, estudou sob o Rev. Charles Spurgeon na School of Pastors, escola presidida por um notório presbiteriano puritano, aplicada ao apreço público da obra do presbiteriano puritano Matthew Henry, a ponto dos sermões deste serem por vezes repetidos ipsis litteris desde o púlpito.

2. O filho adotivo do Dr. Kalley, o Dr. João Gomes, foi médico missionário aos judeus de Londres, estabelecendo uma ligação com outro notório missionário aos judeus, o Rev. John Cunningham: um vero covenanter dedicado à luta pela pureza confessional da Reformed Presbyterian Church of Scotland e editor de uma revista dedicada a este fim.

3. O Rev. Kalley, havendo sido presidente da Scottish Reformation Society e constantemente ligado à aurora da Free Church of Scotland, nos legou dupla conexão com Rev. James Begg, outro afamado covenanter de longa linhagem.

Destas três fontes, e pela pedra de esquina da Sagrada Escritura, recebemos todas as doutrinas que sustentamos; nestas três fontes fomos feitos filhos da Reforma Escocesa.

Note-se que o distinto desenvolvimento do restante da filiação Kalleyana, a saber, a transformação da Igreja Evangélica Fluminense e Pernambucana em linhagem Congregacional ou Batista, degradando e corrompendo a fé histórica, se deu pela influência;

1. dos Irmãos de Plymouth, por agência de Richard Holden, publicamente repreendidos pelo Pastor Kalley por se afastarem da doutrina histórica e não subscreverem a confissão de fé alguma;

2. do Evangelicalismo, embora então confessional e respeitoso ao Sabbath, imensamente superior ao hodierno, porém francamente progressista e institucionalizante, dos influentes Braga;

3. da maçonaria, tanto pelo contato com o legado de Ashbel Green Simonton, que utilizava os salões maçônicos para os cultos da sua decaída, ainda que imensamente superior à análoga atual, Igreja Presbiteriana Estadunidense, quanto por Salomão Ginsburg e seus sucessores. ]

A Igreja Puritana Reformada aprendeu com o Rev. John Cunningham, sua Presbyterian Magazine e seus aliados na luta pela pureza da Reformed Presbyterian; com o Rev. James Begg, a Reformation Society e a James Begg Society, e os covenanters pro-confessionalistas nos embates da Free Church; e com o Rev. Charles Spurgeon, os presbiterianos puritanos ingleses, e a School of Pastors;

1. a proibir a associação voluntária com os infiéis, inclusive parentes de sangue;

2. a praticar a salmodia e a pureza e simplicidade de culto, e especialmente o embate contra a introdução de instrumentos musicais na adoração;

3. a zelar pela precisão na forma de celebração da Ceia do Senhor, guardando integralmente atos, posturas e palavras sacramentais;

4. a compreender a importância da Forma de Governo da Igreja, tendo por princípio a abolição da hierarquia romanizante;

5. a perpetuar a subscrição e a proclamar o valor e preciosidade dos pactos públicos e o princípio estamentário;

6. a guardar a piedade na forma de uma religião viva e universal, na qual a moral bíblica prescreve e dirige cada ato humano, como: a prática da modéstia no viver e no vestir, a busca por uma vida simples e a guarda do Dia do Senhor;

7. a ter grande apreço pelo puritanismo e pelos seus sucessores covenanters.