Reconhecimento e Arrependimento Públicos dos Nossos Pecados

Nota Pública do Presbitério da Igreja Puritana Reformada no Brasil

Assunto: Reconhecimento e arrependimento públicos dos nossos pecados
Data: 17/04/2021

Aqui humildemente confessamos, que todos nós, individual e particularmente, uns em maior e outros em menor medida, fomos coniventes e ativamente promovemos muitos dos pecados que apontamos no documento intitulado “Reconhecimento e arrependimento dos pecados públicos da nação, e compromisso público para com os deveres do Pacto.”.

Lamentamos, com tristeza, nossos pecados passados, como a frequência ao falso culto, a falta de preparação para o culto verdadeiro, o ouvir desatento da pregação, o assentar-se sob falsos mestres e o participar de um modelo de Ceia que não estava em conformidade ao modelo instituído por Cristo.

Lamentamos também o uso leviano do Nome de Deus em nossos lábios, o uso profano da sorte em entretenimentos e o desprezo e a má interpretação da providência. Ademais, somamos a essas maldades o nosso voto concedido à governantes que não honram a Cristo e juram fidelidade à uma constituição contrária à Escritura.

É também motivo de grande vergonha a profanação do Dia do Senhor, com tempo gasto em entretenimentos, com consumo de serviço, a conversação ímpia ou inapropriada para o Sabbath cristão, a negligência da preparação para esse dia e a celebração de festivais religiosos de invenção humana, como natal e páscoa, as quais contribuem por ofuscar a glória do santo Dia de descanso.

Arrependemo-nos também dos pecados cometidos enquanto superiores, pela condução antibíblica de nossos lares, com a consequente negligência dos santos deveres domésticos religiosos, tais como culto familiar e o culto privado dos que estão sob nossa autoridade.

Também nos arrependemos dos pecados cometidos enquanto inferiores, pela difamação de autoridades legítimas e por não atender às suas recomendações e cuidados com nossas almas, assim como, analogamente, a desatenção para com a palavra verdadeira que a providência desperta muitas vezes até na boca do falso profeta.

Nos entristecemos pelos pecados cometidos contra a paz e à vida, alimentando discórdia entre irmãos, retendo o perdão, não pacificando conflitos e praticando controle de natalidade.

É também razão de vergonha a falta de modéstia passada, a falta de castidade nas palavras, o tempo gasto colocando indecências diante dos olhos por meio de filmes e séries e a frequência desnecessária a locais e ocasiões onde os ímpios gostam de expor sua impudência, tais como shoppings, praias e festas. Soma-se a isso a falta de temperança no comer, no beber e no dormir.

Lamentamos também pela falta de frugalidade e porque os recursos que Deus nos deu para manutenção de nossas necessidades, benefício da Igreja e ajuda aos pobres, foi muita vezes utilizado para entretenimentos, eventos inúteis e outros pecados.

Também confessamos com tristeza as difamações, o falar da verdade em momentos inapropriados e as omissões quando nosso testemunho era moralmente necessário, especialmente no que se refere à proclamação da fé cristã histórica e da verdadeira prática da piedade.

Também nos contristamos pelo tempo em que vivemos em descontentamento com as dispensações divinas, buscando mais conforto e prazer neste mundo e murmurando pela falta de bens nessa terra, bem como pelas ações da providência contrárias ao nosso desejo carnal.

Além de tudo isso nos arrependemos das associações voluntárias com aqueles que são inimigos de Deus e a convivência e participação em seus pecados, especialmente quando os recebíamos em nossos lares e frequentávamos suas casas, tenham sido eles colegas de trabalho, amigos de infância ou parentes próximos.

Confessamos, pois, nossas transgressões passadas, na esperança de que Cristo, em Sua maravilhosa e infinita misericórdia, nos conceda perdão e verdadeiro arrependimento, nos renovando em nossa obediência e nos concedendo o poder do Seu Espírito para obediência dos deveres com os quais nos comprometemos. Não que esses deveres não fossem antes conhecidos, mas agora buscamos de Deus uma renovação de forças, para que possamos nos dedicar mais especialmente à obediência da Sua Palavra.